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As atividades de contra-Inteligência Competitiva foram desenvolvidas e adaptadas a partir das técnicas aplicadas no meio militar e de Estado e, no seu sentido mais amplo, podem ser entendidas como sendo as que objetivam neutralizar as ações de espionagem. As ações de contra-inteligência buscam detectar o invasor, neutralizar sua atuação, recuperar, ou mesmo contra-atacar por meio da produção de desinformação.
No que concerne específicamente ao âmbito empresarial, não basta focar somente ações e técnicas relacionadas ao estabelecimento das vantagens competitivas obtidas. Torna-se fundamental, também, a aplicação de técnicas e ferramentas para a manutenção dessas vantagens, incluindo a proteção do chamado conhecimento sensível.
Com o fim de abranger todas as eventuais vulnerabilidades, as medidas de proteção devem contemplar ações nos mais variados segmentos das instituições,incluindo áreas e instalações, documentos e materiais, sistemas de informação e, principalmetne, as pessoas, o elo mais fraco e vulnerável da corrente. Tal nível de abrangência é fundamental para permitir redução das vulnerabilidades.
Não. Espionagem é a busca ou acesso não autorizado a dados, informações e outros conhecimentos sensíveis, ou seja, é o uso de práticas ilegais para a obtenção de dados e informações. São várias as técnicas utilizadas para a obtenção desses dados, que vão desde as mais sofisticadas até às triviais, e que pegam executivos desatentos por total falta de cultura/conhecimento da existência do problema, conforme é o caso do monitoramento do lixo das empresas, por exemplo.
No entanto, quase toda a informação necessária a um profissional de IC pode ser coletada por meio do exame de informações públicas, por entrevistas e usando métodos éticos e legais. Além disso, a introdução de Sistemas de Inteligência Competitiva nas empresas tem mostrado que boa parte dessas informações já se encontra no âmbio da própria empresa, que podem ser obtidas a partir da montagem de um sistema capaz de capta-las e gerenciá-las.
É órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN, criada pela Lei 9.883, de 07/12/99, que tem a seu cargo planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar a atividade de Inteligência do País, cumprindo a política e as diretrizes traçadas nos termos da Lei que cria a Agência.
Além de assessorar diretamente o Presidente da República nas
questões de interesse do Estado e da sociedade, a ABIN trabalha em um
universo específico, com a competência de: I – planejar e
executar ações, inclusive sigilosas, relativas à obtenção
e análise de dados para a produção de conhecimentos destinados
a assessorar o Presidente da República; II – planejar e executar
a proteção de conhecimentos sensíveis, relativos aos interesses
e à segurança do Estado e da sociedade; III – avaliar ameaças,
internas e externas, à ordem constitucional; IV – promover o desenvolvimento
de recursos humanos e da doutrina de Inteligência, e realizar estudos
e pesquisas para o exercício e o aprimoramento da atividade de Inteligência.
Conheça a ABIN em www.abin.gov.br
Sim. No sentido de neutralizar as vulnerabilidades relativas à salvaguarda dos conhecimentos sensíveis, a Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, desenvolveu o Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento – PNPC, que visa a estabelecer, junto a instituições públicas e provadas, uma mentalidade de proteção aos conhecimentos sensíveis nacionais.
O PNPC procura sensibilizar segmentos da sociedade brasileira sobre as ameaças ao desenvolvimento e à segurança nacionais, representadas pelas ações de espionagem em alvos econômicos, industriais e científico-tecnológicos.
A implementação do Programa ocorre por meio de entrevistas de avaliação e visitas técnicas para elaboração de diagnósticos, palestras, treinamentos específicos e formação de multiplicadores.
Conheça o programa visitando a ABIN em www.abin.gov.br
Engenharia social é o termo utilizado para a obtenção de informações importantes das instituições através de através de telefonemas, envios de mensagens por correio eletrônico, salas de bate-papo e até mesmo pessoalmente, através de técnicas de entrevista.
Um exemplo de ataque de engenharia social diz respeito às entrevistas para emprego, onde muitas vezes o candidato à vaga passa informações valiosas da empresa em que atua para os concorrentes, sem que tenha consciência do que está ocorrendo na realidade.
O código de ética para a Inteligência Competitiva tem como objetivo nortear o trabalho do profissional de IC, principalmente na etapa de coleta de dados e pedaços de informação, fase em que há dúvidas quanto ao que é certo ou errado. Em tal momento a linha divisória entre o trabalho de Inteligência e a espionagem pode se tornar tênue.
As discussões sobre a ética são focadas nas decisões de cada indivíduo e, nesse sentido, ela se torna importante no trabalho de Inteligência Competitiva. A inclusão da ética na agenda dos profissionais da área de Inteligência Competitiva foi sugerida pela importância da questão para a comunidade de IC e a crença de que deslizes éticos na prática da profissão freqüentemente resultam da ignorância, em vez da intenção.
O código de ética se constitui em uma necessidade na atividade de Inteligência por diversos motivos. Por exemplo, o fato de ser uma atividade recém ingressada no País e ainda ser considerada uma prática imatura. Assim, os princípios e valores que devem guiar e orientar a atuação desses profissionais devem ser adquiridos e cultivados. O código de ética serve para orientar a formação desses profissionais.
Existe também uma falta generalizada de conhecimento a respeito da atividade de Inteligência Competitiva pela sociedade bem com a distinção entre a atividade de Inteligência Competitiva e ações de espionagem. Essa questão está também relacionada ao fato de a atividade ser recente no País e pouco divulgada.
O código de conduta atua em complemento ao código de ética. Embora o código
de ética forneça os valores a serem seguidos pelos profissionais, não garante
que tais valores sejam seguidos ou cumpridos. Para que as linhas traçadas pelo
código de ética sejam realmente seguidas, essa normas devem ser disciplinadas.
O instrumento que disciplina o código de ética é o código de conduta. Em diversas
profissões, como por exemplo Medicina e Direito, a utilização de código de conduta
é prática comum para definir obrigações e responsabilidades dos profissionais.